Alumia Lanterna, Alumia

Semanas atrás, celebramos a entrada do inverno com uma história sobre o Príncipe da Lanterna.

Este Príncipe é conhecido pela sua bondade, uma qualidade que o difere de seus pais, o Rei e a Rainha. Certo dia, a caminho de sua casa de praia, uma plebeia doente surge de trás de uma grande pedra, mendigando por comida e roupa. A Rainha, que o acompanhava, pede que ele não se misture com este tipo de gente, negando qualquer tipo de ajuda. O Príncipe não se conforma com a postura da mãe e cria um plano de voltar durante a madrugada, levando consigo comida e roupa quente para a plebeia. Mediante essa primeira experiência, na qual ele percebe que tem muitas pessoas vivendo nessa situação precária, ele começa a viver uma vida dupla como o Príncipe do Reino durante o dia e como o Príncipe da Lanterna a noite. Acesse a história completa clicando aqui.

É uma linda história que nós lemos a semana toda. Assim, a criança tem a chance de se sentir parte da história e absorver bem a mensagem que ela carrega. Nas tardes, fizemos atividades preparatórias que culminaram na caminhada com nossas lanternas no sábado a noite.

Usando uma técnica de aquarela no papel molhado, pintamos cinco aquarelas necessárias para fazer apenas três lanternas. Como a pintura é uma atividade normalmente reservada para as sextas-feiras, eles estavam animadíssimos para já pintar na segunda! Nossa sorte foi que o pintor mais empolgado de todos, estava tirando uma sonequinha durante a sessão pintura. Mas, para a alegria do pequenino, que acordou renovado com inspiração total, tinha tinta, papel e pano esperando por ele!

Nos próximos dois dias passamos montando as lanternas. Medimos as cinco faces e rabiscamos desenhos simples como: luas, sóis, folhas, círculos, estrelas, janelinhas, um urso e até um carro. Com todo cuidado e concentração, Chincoan cortou os desenhos mais fáceis com um estilete enquanto eu cortei os outros. Para dar um efeito mais bonito, colamos papel manteiga para que os cortes não fiquem vazados. Ao final, fechamos a lanterna formando um prisma pentagonal.

No final da semana, conseguimos cera de abelha para fazermos as velas. Acostumado com as loucuras desta mamãe e dedicado ao seus pequenos portadores de Luz, papai fez a gentileza de ir pegar cera com nossa amiga Cleusa. Então no próximo dia, mais uma vez com muita concentração, mergulhamos o pavio na cera quente, retirando, contando enquanto esperamos a vela parar de pingar e mergulhando de novo na cera.  Depois de três ou quatro camadas de cera, penduramos para esfriar um pouco, enquanto pegamos o próximo par de velas para adicionar mais três ou quatro camadas.

No final da tarde deste mesmo dia, me ajudaram a fazer pão para entregar aos vizinhos. A semana foi bem cheia de atividades requerendo concentração, então quando finalmente chegou sábado a noite, eles estavam bastante ansiosos para concluir seu trabalho com a caminhada da lanterna. Enfrentando a rua escura com suas pequenas lanternas alumiando o caminho, ofereceram pão e velas de cera de abelha para algumas famílias aqui da rua.

 

Comentários   
# Maria Eduarda 02-05-2016 18:46
Que amor,e quanta inspiração!
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