Bambuzal (Bambusa tuldoides)

Bambuzal (Bambusa tuldoides)

Há tempos ouvimos muito dizer da versatilidade do bambu como matéria-prima. E ao estabelecer um contato com as touceiras de Tuldoides que aqui existem, percebemos a chance de torná-las nossa principal fonte de cobertura para o solo.

Uma vez que a luz fica bloqueada pelo denso bambuzal, reduzimos o número de touceiras fazendo um corte raso em algumas e também aplicamos um belo raleio nas touceiras remanescentes, pois a superpopulação favorece o desenvolvimento das brocas.

Após alguns poucos testes acerca do ferramental usado, estabelecemos um roteiro para obtenção do bambu picado, utilizando-se de uma cruzeta devidamente afixada e uma picadeira elétrica de pequeno porte (motor 3CV).

Com todo este processo sendo continuamente aplicado, podemos agora dizer que estamos fazendo o manejo integral do bambuzal. Segue abaixo a descrição deste processo segundo nossas necessidades.

Nas touceiras que visamos remover, retiramos as varas com o uso de uma machadinha. As varas vão sendo retiradas e separadas em 2 grupos: maduras e verdes. Dentre as maduras, subdividimos em 3 seções: começo, meio e fim.

  • Começo de cada vara medindo 3 metros para secagem visando utilizar em construções.
  • Meio para passar pela cruzeta e posteriormente efetuar a trituração na picadeira.
  • Final com galhos e folhas direto pra picadeira.

O grupo das varas ainda verdes, constituem um desafio para a picadeira. As longas fibras esgastalham no eixo da máquina interrompendo o funcionamento. Para tanto, devemos passá-las pela cruzeta e depois de abertas, mantê-las em repouso por algumas semanas. Outra sugestão é utilizá-las como contenção em canteiros ou na construção de cercas para finalidades agrícolas

Todo este esforço resulta na obtenção de um material com as seguintes aplicações:

  • Matéria seca para utilização em sanitário seco compostável.
  • Cobertura de solo (retém umidade, reduz a pressão da chuva sobre o solo, reduz a competição entre plantas).
  • Supressão de vegetação por abafamento (evita o uso de produtos químicos e roçadeiras).
  • Preparação de pilhas de compostos orgânicos (evita o desperdício do chorume e proporciona temperatura mais constante na pilha).
  • Meio-a-meio com esterco (aumenta o rendimento e facilita a aplicação).
  • Forração dos estábulos (evita o desperdício da urina e acúmulo de moscas).

 

 

 

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